Mostrando postagens com marcador Wicca. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Wicca. Mostrar todas as postagens

Toda Mulher é Bruxa?

sexta-feira, 9 de agosto de 2013


TODA MULHER É UMA BRUXA?
(Sissi Loeb)

Toda mulher é bruxa?
É preciso magia para manter ou sair de uma relação amorosa ou profissional, inteira e forte.

É preciso muita magia para passar anos, vários anos, trabalhando vinte e quatro horas por dia, sem direito a salário ou férias, acumulando as funções de babá, motorista, administradora, cozinheira, psicóloga, enfermeira e sei lá o que mais, sabendo de antemão que quando aquelas gracinhas que tanto trabalho dão, tiverem "virado gente", tiverem a cabeça amadurecida, boa para um papo gostoso, para te fazer companhia, vai ser também, o tempo delas tomarem o volante de suas vidas e correrem atrás do futuro.

É preciso uma tremenda magia, para se manter centrada e bem quando toda uma cultura te chama de "velha" como se isso fosse um defeito grave.

É preciso magia da boa para não lastimar o que não deu para fazer.

Para aceitar ou ir atrás das coisas, mesmo que fora de hora, ou pelo menos, fora da hora da maioria, mas a tua hora.

A hora em que você se sentiu preparada para essa luta.

A magia é necessária na hora de dar uma virada no lado profissional ou sentimental, de estudar aquilo que você acha incrível, de aceitar com serenidade, com paz, os filhos que não vieram por vontade tua ou da própria vida, as rugas, o corpo meio diferente apesar do esforço da malhação, o cabelo grisalho, sem deixar que isso te transforme em um ser inútil.

Diga lá!

Essas coisas valem mais que você, que o teu amor espalhado por aí por tanto tempo, que a tua gargalhada, que o teu prazer?

Me poupe, Menina!

Não se esqueça de se manter Menina até o fim!

Não abandone a criança que mora lá no fundo, a tua melhor parte, a mais pura e mais forte.

É preciso ser bruxa para procurar as tuas verdades, quando elas não são as mesmas das pessoas com quem você convive mais de perto e com isso arriscar-se a encarar as perdas com coragem.

É preciso ser muito bruxa para finalmente reconhecer e fazer amizade com a solidão que por tanto tempo você tentou não ver...

É necessário ser bruxa para não desistir, não perder a coragem, quando a saúde tenta te dar uma rasteira...

É necessário fazer a mágica de tirar teus sonhos do baú, onde estiveram guardados por todo esse tempo em que você os deixou esperando e tratar de lutar por eles, por mais bobos e infantis que possam parecer, para finalmente pensar primeiro na tua alegria, só depois nos outros.

Para cuidar de você mesma enquanto há tempo...

38 Florais de Bach...

Você às vezes tem sentimentos de medo, sente ansiedade ou raiva. Os sintomas orgânicos que esses desequilíbrios podem acarretar, são sinais de que o estado emocional está comprometido, as energias vitais estão sendo canalizadas de modo errado ou bloqueadas. Os remédios Florais restabelecem contato e harmonia com a nossa totalidade, a nossa verdadeira fonte de energia.



Os Florais de Bach buscam chegar à raiz desses problemas e erradicar devidamente a causa desses desequilíbrios. São indicados através da análise das características de sua personalidade e do quadro emocional que você apresenta. À medida em que o organismo vai sendo harmonizado como um todo, os sintomas vão gradativamente desaparecendo. É um mecanismo natural sem efeitos colaterais e deve ser acompanhado por um terapeuta.
São 38 remédios que constituem um complexo sistema de cura. Cada planta foi escolhida especificamente pela sua capacidade de tratar a mente. Os remédios do Dr. Bach tratam da pessoa, não da doença.

Agrimony
É indicado para pessoas com tendência a esconder seus sentimentos. Estas pessoas são aparentemente alegres e descontraídas, mas de forma superficial. Apresentam conflitos emocionais e medo da solidão. É comum procurarem desculpas para não se conscientizar dos problemas. Apresentam tendência ao uso de álcool e drogas.

Aspen
Indicado para estados emocionais em que as pessoas são tomadas por medo de algo que não sabem identificar. Neste estado há um aumento da ansiedade e apreensão, podendo levar ao pânico.

Beech
Neste estado emocional as pessoas mostram-se muito rígidas. Possuem critérios muito definidos ao fazer julgamento sobre os outros e tem dificuldade em aceitar seus próprios erros.

Centaury
Pessoas com a personalidade centaury geralmente tem dificuldade em impor sua vontade, suas idéias e são facilmente dominadas. Espera que os outros lhe digam que atitudes tomar e quais caminhos devem seguir. A essência vai ajudar a despertar as características positivas reconhecendo a própria individualidade sem se influenciar pelas opiniões alheias.

Cerato
Pessoas com pouca confiança em si próprio. Tendem a duvidar de sua capacidade de julgamento. Tendência a imitar atitudes dos outros não assumindo responsabilidade por suas experiências. A essência do cerato vai devolver a autoconfiança e ajudar a lidar com o sentimento de incapacidade.

Cherry Plum
Esse Floral irá ajudar as pessoas que tendem a perder o controle sobre seus pensamentos e ações. Neste estado emocional podem apresentar impulsos violentos contra si mesmo e os outros tornando-se bastante deprimidas.

Chestnut Bud
É indicado para as pessoas com dificuldade de aprendizagem. Estas não conseguem aprender com as experiências e comentem sempre os mesmos erros. Também crianças que apresentam dificuldade escolar.

Chicory
Essa essência poderá ajudar as pessoas muito possessivas que tendem a manter o controle sobre as outras e a dirigir suas vidas. São pessoas dominadoras, carentes, muito dependentes e presas a regras sociais.

Clematis
Pessoas com grande dificuldade de concentração e de viver o presente devido à falta de interesse pelas coisas. Aquelas pessoas que parecem estar sempre com o pensamento distante e tem dificuldade em memorizar

Crab Apple
Essa essência vai limpar a mente, trazendo à tona os sentimentos de impureza, de auto desaprovação, tudo aquilo que causa desequilíbrio podendo se transformar em doença. Uma vez conscientizadas de suas dificuldades, as pessoas serão capazes de ver os fatos em suas reais proporções.

Elm
É prescrito para as pessoas que tem grande senso de responsabilidade. Pessoas autoconfiantes, seguras, com capacidade de liderança, que momentaneamente se sentem incapazes de dar continuidade ao trabalho que vem assumindo por serem muito exigentes e perfeccionistas.

Gentian
Para pessoas que desanimam frente às dificuldades que surgem, seja no trabalho ou problemas de saúde e outros. O remédio floral vai devolver uma perspectiva positiva ajudando a compreender e superar a situação.

Gorse
A essência do Gorse vai ajudar as pessoas que se encontram num estado de desespero e pessimismo, a assumir uma postura diferente frente a vida adquirindo mais energia para superar os problemas.

Heather
Indicado para as pessoas que tem necessidade de falar compulsivamente. São muito preocupadas consigo mesmas e não conseguem ouvir o outro. Tendem a monopolizar uma conversa pelo impulso de relatar tudo que vive. Essas pessoas são carentes, embora transmitam uma imagem de segurança.

Holly
Indicado para pessoas que se encontram em estado de muita raiva, ciúme, inveja, constante expressão de mau humor. O Holly vai ajudar a equilibrar essas emoções retomando a harmonia interior.

Honeysuckle
Quando as pessoas se encontram com dificuldade de se desligar do passado. Vive em função daquilo que já aconteceu sem usufruir dos acontecimentos presentes. A essência vai ajudar a se desprender do passado permitindo usar a energia de forma mais produtiva.

Hornbeam
Indicado para sensações de cansaço, exaustão mental. Essa exaustão está ligada ao excesso de rotina. A essência funciona como um tônico que vai ajudar a adquirir mais energia para lidar com o cotidiano.

Impatiens
Para pessoas muito rápidas de pensamento, que perdem a paciência em aceitar o ritmo dos outros. Ficam tensas e frustradas quando as coisas não acontecem com rapidez.

Larch
Indicado para as pessoas inseguras, que não acreditam em sua capacidade. Devido ao valor que dá às experiências negativas do passado, não reconhecem seu potencial para atingir os objetivos. São convictas de sua inferioridade.

Mimulus
Para quem tem medo de algo conhecido. Por exemplo: medo de andar de elevador, avião, de escuro, de doenças e outros. Essas pessoas estão constantemente ansiosas por estar sujeitas a se deparar com situações que lhe causam ansiedade a qualquer momento. O floral ajudará a compreender essa ansiedade, trazendo equilíbrio para uma vida mais saudável.

Mustard
Caracterizada por uma tristeza inesperada, depressão profunda. Tendem a canalizar sua energia totalmente para dentro de si levando a um comportamento de introversão e à falta de sociabilidade. A essência do Mustard irá proporcionar mais serenidade de pensamento e clareza nos seus sentimentos.

Oak
Para pessoas obstinadas com o trabalho, cumpridoras do dever , corajosas e com grandes ideais. Estas não se permitem o prazer que não venha da realização e de um esforço excessivo. O floral vai devolver a alegria e a vitalidade.

Olive
Para esgotamento mental. Quando as pessoas gastam inconscientemente muita energia com preocupações e chega ao limite de suas forças, podendo gerar doença físicas. A essência do Olive vai ajudar a administrar adequadamente a energia vital.

Pine
Indicado para aqueles que apresentam como sintomas sentimento de culpa, auto censura, são rigorosos ao julgar seus comportamentos. O tratamento irá ajudar as pessoas a aceitarem melhor suas falhas e se perdoarem.

Red Chestnut
Para pessoas que se preocupam excessivamente com os outros. São super-protetores, sacrificam-se em função dos problemas alheios.

Rock Rose
Para sentimento de terror, ansiedades que aumentam progressivamente e a pessoa fica paralisada em função do medo.

Rock Water
Pessoas perfeccionistas, possuem ideais exagerados e se obrigam a viver de acordo com eles. Com o uso da essência tenderá a ser menos rígido, ter uma mente mais aberta.

Scleranthus
Para pessoas incapazes de tomar uma decisão. Vacilam entre dois caminhos, gastando um tempo valioso em seus raciocínios. Apresentam grande flutuação de humor.

Star of Bethlehem
Star of Bethlehem é prescrito em função de experiências traumáticas que uma pessoa tenha vivido. Estas podem ser físicas, emocionais ou espirituais. É capaz de restaurar o poder auto curativo do corpo, neutralizando os sintomas do trauma, independente se este é recente ou tenha acontecido há muito tempo.

Sweet Chestnut
Quando uma pessoa sente-se desamparada e desprotegida, chegando ao limite de suas forças. Sentimento de extrema angústia e desespero.

Vervain
Para aquelas pessoas que se sentem donas da verdade e não aceitam as diferenças individuais. Querem convencer os outros de suas idéias e crenças.

Vine
Indicado para pessoas ávidas de poder, críticas, dominadoras e inflexíveis em suas atitudes. São muito capazes, seguros de si e não valorizam as opiniões dos outros.

Walnut
Vai ajudar na adaptação às mudanças, tanto emocionais como corporais. Pessoas que tendem a se deixar influenciar pelos outros e não confiam em seus próprios valores.

Water Violet
Para as pessoas que tendem a ser mais reservadas, distantes, tem medo de se expor e buscam o isolamento.

White Chestnut
Quando pensamentos não desejados circulam compulsivamente a cabeça. Esta falta de controle sobre o pensamento leva à depressão, à falta de concentração e a pessoa fica em constante conversação mental.

Wild Oat
Para aqueles que não definiram um caminho na vida. Não tem uma meta a seguir. O floral vai ajudar a reconhecer o próprio potencial e a desenvolvê-lo.

Wild Rose
Indicado para estado de apatia, resignação, falta de interesse e objetivos a seguir.

Willow
Para as pessoas que se sentem vítimas e culpam os outros por seu fracasso em todos os níveis. O floral vai ajudá-la a ter uma atitude positiva, assumindo plena responsabilidade por suas experiências.

Rescue
É o remédio para todas as situações de emergência. Ele é composto de Star of Bethlehem, Rock Rose, Impatiens, Cherry Plum e Clematis.

Os Segredos de Stoneheng...

domingo, 14 de abril de 2013



Visto à distância, o círculo de pedras cinzentas denominado Stonehenge afigura-se pequeno na planície desolada e batida pelos
ventos de Salisbury, no sul da Inglaterra. O horizonte ermo e plano é apenas interrompido por Stonenhenge, rodeado de campos de pastagem. Mais próximo do monumento, porém, as dimensões colossais dos blocos de pedra, alguns com mais de 4 m de altura, causam uma viva impressão.

Stonehenge parece desafiar as forças do tempo e da Natureza, bem como as pretensões dos que procuram descobrir seu significado. Podem interrogar-se cem vezes estes gigantes de pedra tosca que tristemente contemplam os seus companheiros derrubados; a nossa curiosidade, porém, abate-se ante o vasto silêncio luminoso que os envolve...

MAIS ANTIGO QUE OS DRUIDAS

No século XVII, anteriormente ao advento da arqueologia como ciência, os historiadores pensavam que Stonehenge fora construído pelos druidas, os sacerdotes vestidos de branco dos celtas da Grão-Bretanha e da Gália, dos quais se tinha conhecimento através de referências da autoria de escritores romanos. Atualmente, esta idéia é ainda largamente difundida, embora não contribua minimamente para esclarecer o mistério, pois é do conhecimento geral que Stonehenge já existia, pelo menos, 1000 anos antes dos druidas.

No entanto, a teoria dos druidas não é de modo nenhum a mais rebuscada das várias explicações oferecidas por arqueólogos e
historiadores para explicar a existência de Stonehenge.

O interesse por tão fantasiosas idéias foi ainda intensamente estimulado após a descoberta nas proximidades de várias sepulturas
pré-históricas contendo punhais de bronze e ornamentos de uso pessoal de folha de ouro, osso, âmbar, cerâmica e pedra polida.

A mais famosa descoberta deste tipo foi relatada em 1808 pelo conhecido arqueólogo inglês Sir Richard Colt Hoare, que organizou a
escavação de um monte funerário pré-histórico muito próximo de Stonehenge. Deparou-se-lhe o esqueleto de um homem alto e vem
constituído, junto do qual se encontravam um machado, vários punhais e objetos de cerimonial, incluindo uma clava com a parte superior de pedra polida e engastes de osso trabalhado. Havia ainda um gancho para bainha de espada de ouro, delicadamente lavrados com uma profusão de linhas e que provavelmente estariam presos ao vestuário do morto.

A magnificência destes túmulos dourado, aliada ao caráter único da arquitetura de Stonehenge, sugeriu a Sir Richard e aos seus
contemporâneos a concepção de que os bretões antigos teriam certamente importado ad técnicas que utilizavam. Alguns arqueólogos atribuíram a grande riqueza destes túmulos a um pequeno invasor de guerreiros da idade do bronze que se teria fixado em Stonehenge e orientado a população nativa menos qualificada na construção do monumento. Um dos lugares de origem propostos para estes invasores foi Micenas, a grande cidadela homérica, no continente grego. Alguns dos objetos preciosos, nomeadamente as contas de cerâmica e os discos de âmbar ligados como ouro, indicavam relações comerciais com a região do mar Egeu e remotamente com e Egito

Outro local de origem atribuído a estes invasores da idade do bronze seria a Bretanha, região famosa pelos espetaculares monumentos de menires - grandes pedras fixadas na posição vertical-, como os que existem em Carnac, onde milhares de enormes blocos se encontram dispostos em filas paralelas.

Também nesta zona se concentra o maior número de túmulos individuais de guerreiros ostentando riquezas notáveis, se bem que não existam provas de que foi este povo da idade do bronze o construtor das pedras de Carnac. Não há dúvida, porém, de que o tipo de objetos descobertos nos montes funerários da Bretanha, especialmente os punhais de bronze, apresentam semelhança flagrantes com os da região de Stonehenge.


RELAÇÕES COMERCIAIS COM O MEDITERRÂNEO?

A determinação de uma nova data para Stonehenge (cerca de 2.750 ac) obtida pelo processo do carbono-14 causou grande surpresa no meio arqueológico. O plano Stonehenge não poderia incontestavelmente ter-se inspirado na arquitetura da zona do mar Egeu, pois pertencia a uma época anterior; cerca de quatro ou cinco séculos - ao período micênico. Do mesmo modo, as datas de dois dos túmulos dourados eram muito mais tardias do que se presumia, e assim alguns objetos exóticos – os discos de âmbar e as contas de cerâmica - poderiam na realidade ter sido adquiridos ou importado do Mediterrâneo. Admite-se ainda a possibilidade de que, pelo mentos durante parte do período de prosperidade e poder da região de Stonehenge depois de cerca de 1.900 ªc , ali se tivessem fixado guerreiros bretões, que constituiriam o núcleo de uma aristocracia que governou pelo menos durante 600 anos.

IMPORTANTES LOCAIS DE REUNIÃO

De um modo geral, os círculos de pedra em torno de sepulturas são mais freqüentes no Norte que no Sul da Grã-Bretanha; estes monumentos assinalam provavelmente os túmulos de chefes ou grandes guerreiros importantes.

Na última década, o interesse do grande público foi despertado por determinadas teorias que apresentavam Stonehenge como um complicado observatório astronômico, talvez mesmo uma espécie de computador pré-histórico.

A estrutura de Stonehenge parece ainda incluir alinhamentos relativos ao nascer e ao ocaso da Lua. A curiosidade ciêntifica ou objetivos religiosos, ou provavelmente ambos, poderiam explicar o estudo sistemático dos movimentos da Lua levados a efeito em Stonehenge. O interesse dos construtores pela Lua pede perfeitamente ter sido despertado quando chegaram a conclusão de que a Lua não segue os movimentos anuais do sol.

Na realidade, além do seu próprio esquema mensal relativo ao nascer e ao ocaso, a Lua segue um outro ciclo que dura 18,61 anos. Próxmo da entrada do monumento, cerca de 40 pequenas covas para a fixação de postes, agrupados em seis filas, coincidem de modo notável com a posição mais setentrional da Lua durante este ciclo. Dado que as filas são em número de seis, é possível que estes postes correspondam a seis ciclos lunares, ou seja a mais de um século de meticulosa observação dos movimentos da Lua.

A explicação definitiva está, porém, longe de ser alcançada, pois o monumento conserva um halo misterioso que tem resistido, durante séculos, a pesquisas e suposições. Se Stonehenge foi muito provavelmente um observatório e um templo, pode também ter servido outros objetivos que continuam a pertencer ao reino do desconhecido.


Retirado de Wicca Ipatinga.
Por Evan Hadingham

As Origens da Wicca...

sábado, 2 de março de 2013



A pedidos aqui esta uma breve postagem sobre as origens da bruxaria Wicca...

Segundo os estudiosos da Pre-Historia,a primeira demonstração de arte devocional foram as MADONAS NEGRAS,  encontradas em cavernas do período neolítico  Portanto as Deusas da fertilidade foram os primeiros objetos de adoração dos povos primitivos.
Da mesma forma que nossos antepassados se maravilharam ao ver a mulher dando a luz a uma criança, todo o universo deveria Ter sido criado por uma Grande Mãe. Entre os povos que dependiam da caça surgiu o culto ao Deus dos animais e da fertilidade, também conhecido como "Deus de Chipes" ou "Cornífero". Os chifres sempre representaram a fertilidade, coragem e todos os atributos positivos da energia masculina, representando também a ligação com as energias cósmicas.
Hoje a ligação do Deus Cornífero é bastante problemática, pois com o advento do cristianismo, ele foi usado para personificar a figura do Diabo, entidade criada pelas religiões Judáicas-cristãs.
Como a bruxaria já existia a muitos milhares de anos antes do cristianismo, não tem nada a ver com o Diabo, que é adorado apenas pelo Satânismo, que é um culto anti-cristão.
Existem vários ramos da bruxaria, em diversas partes do mundo, mas aqui nos ocupamos nos ocupando da Wicca. A wicca surgiu no período Neolítico em várias regiões da Europa onde hoje se localizam a Irlanda, Inglaterra, País de Gales, Escócia indo até o sudoeste da Itália e a região Britânica na França..
Quando os Celtas invadiram a Europa, quase mil anos antes de cristo, trouxeram suas próprias crenças, que ao se misturarem às crenças da população local, originaram o sistema que deu nascimento a Wicca. Com a rápida expansão deste povo, ela foi levada para regiões onde se encontram nos dias de hoje: Portugal, Espanha e Turquia.
Embora a Wicca tenha se firmado entre os Celtas, é importante lembrar que a bruxaria é anterior a eles! Mas como esse povo foi mantenedor da tradição, é importante que conheçamos o rudimento de seus pensamentos e cultura..O Panteão Celtz, ou seja, o conjunto de Deuses e Deusas dessa cultura é o mais usado nos rituais da wicca , embora possamos trabalhar com qualquer Panteão, desde que conheçamos o simbolo correto, e não misturemos os Panteões, num mesmo ritual.
A sociedade Celta era Matrifocal, isto é, o nome e os bens eram passados de mãe para filha. Homem e mulher tinham os mesmos direitos, sendo a mulher respeitada como sacerdotisa  mãe, esposa e guerreira, participando das lutas ao trabalho dos homens. O culto da grande mãe e do Deus Cornífero predominaram nas regiões da Europa, dominadas pelos Celtas, que nessa época já estavam sendo dominados pelos Druidzs, que representam uma introdução ao patriarcalismo. Porém, em muitos lugares, a religião da grande Mãe continuou a ser praticada, pois havia certa tolerância por partidos romanos, chegando certos ramos da wicca a incorporar elementos do Panteão Grego-Romano, especialmente na bruxaria.
Foi somente na Idade Média que a bruxaria foi religada com as sombras com o domínio da Igreja Católica e a criação da inquisição, cujo objetivo era eliminar de vez as antigas crenças, que era uma ameaça a um clero muito mais preocupado em acumular bens e riquezas do que propagar a verdadeira mensagem de Jesus.
Durante o tempo das fogueiras, o medo fez com que muitas bruxas permanecessem no anonimato para resguardar suas vidas e de seus familiares.
Muitos dos conhecimentos passaram a ser transmitidos oralmente, por medidas de segurança, e assim muito se perdeu. No presente um grupo de pessoas abnegadas e corajosas está redescobrindo recriando a nova bruxaria ou Neo Peganismo, como também é conhecido.

O Banimento de Hécate...

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013



O banimento nada mais é que afastar as pessoas que  tem energias perigosas a uma pessoa ou a um local e  também destrói pensamentos de baixas vibrações.
Vale ressaltar que o banimento irá banir apenas o  que Realmente estiver causando malefícios e afastar  (reencaminhar) somente as pessoas que Realmente  estão agindo contra você de formas destrutivas,  portanto não atue em rituais e orações com  caprichos, pois a Deusa sabe o que realmente é  verdade e é na verdade que Ela agirá!

Deusa da sombra lunar hoje lhe peço pra me  auxiliar,
Oculta em teus mistérios, hoje venho lhe saudar,
Deusa da magia lhe invoco pra banir as más  energias,

Leva em tua sombra o negativo que me permeia,
Leva contigo as energias densas que a mim emanam,
Apaga oh Grande Deusa meu nome das mentes do mal,

Afasta minha Deusa aqueles que não me são luz,
Afasta os que não me são leais,
Protege-me Hécate dos amigos oportunistas, dos  amores vampíricos, dos entes negativos,

Bane em minha vida tudo e todos aqueles que me  atrasam, sugam e magoam,
Bane Hécate com tua força o mal que me é lançado,
Bane minha Deusa os ingratos e os falsos,

Na sombra de tua Lua me esconde e protege,
Pois com tua ajuda o mal já não me encontra,
E no teu caminho hei de seguir, pelo traçado da  Grande Deusa, liberta(o) estou a ressurgir!

Adonai Assim Seja, Assim se Faça!

A Wicca Não é...



A Wicca é uma Religião que não faz uso, nutre ou  apóia quaisquer expressões de Maniqueísmo,  Proselitismo ou Preconceitos.
O maniqueísmo é a crença na existência do “bem” e  do “mal” como forças contrárias e em eterna  disputa, onde de um lado temos um “mal absoluto” ou  “Demônio” em oposição a um “bem absoluto” ou  “Deus”, conceitos comuns a maioria das religiões  monoteístas. Na Wicca não cremos em tais conceitos,  pois sabemos que somos animais e fazemos parte da  natureza, e a natureza desconhece tais conceitos,  existindo apenas os instintos motivados pela  necessidade, a teia alimentar e a lei da  sobrevivência do mais apto e sua seleção natural.
Proselitismo é o uso de discursos, sermões e  pregações públicas com o objetivo de convencer,  converter e arrebanhar fiéis. Esta prática, comum a  muitas religiões, é uma invasão desrespeitosa ao  espaço pessoal, causa desconforto, pode gerar  conflitos, além de ser uma violação ao direito de  livre arbítrio do ser humano. Todos têm a  capacidade de buscar por si mesmos seu caminho  espiritual e o direito de escolherem a fé que  desejarem. Wiccanos não precisam converter ninguém,  pois não reconhecemos os conceitos de pecado,  salvação ou sofrimento eternos; além de  acreditarmos que quando temos afinidade pelos  deuses antigos, recebemos o “Chamado da Deusa”.
A Wicca não nutre preconceitos de qualquer espécie  nem exclui pessoas de quaisquer grupos, gênero,  orientação sexual, cor, religião, procedência,  deficiência física, forma de pensar ou qualquer  outra espécie. Todos são aceitos em nossa religião,  pois a Deusa é a natureza, plena em diversidade, e  abençoa a liberdade, o amor e o prazer de ser o que  se é. Da mesma forma, wiccanos devem respeitar  todas as diferenças que existem entre as pessoas,  procurando conviver em harmonia com todos,  inclusive com pessoas de outras religiões, visto  que não reconhecemos conceitos como “verdade  absoluta” ou “único caminho”.

Texto escrito pelo Sacerdote Diogo Ribeiro

A Wicca é...



A Wicca é uma religião neopagã, mítica, politeísta,  iniciática, de culto dualista e orientação  matrifocal.
A palavra paganismo vem do termo latino “paganni”,  que significa “do campo”, referindo-se aos povos  essencialmente agrícolas, seus costumes e crenças.  Portanto, religiões pagãs eram todas aquelas onde  se cultuavam os deuses da natureza e seus  fenômenos, geralmente objetivando garantir boas  colheitas. Como atualmente nossa sociedade não é  mais basicamente agrária, e nem cultuamos os  antigos deuses exatamente como no passado, hoje  utilizamos o termo neopagão.
Religiões míticas são aquelas baseada em algum  sistema mitológico, onde os deuses são personagens  em histórias que teriam acontecido no passado, mas  que são relembradas e vivenciadas através de ritos  e cerimônias. A wicca não tem uma mitologia única,  pois cada tradição cultua diferentes panteões de  deuses. O que todas as tradições têm em comum,  independente de quais deuses cultuam, é que eles  são os responsáveis pela sucessão dos ciclos  sazonais.
O politeísmo é a crença e culto em vários deuses,  com atributos e personalidades próprias, em  oposição ao conceito de Monoteísmo, que prega a  existência de um único deus todo-poderoso.
Religiões iniciáticas são aquelas onde é necessário  passar por um determinado período de preparação e  alguns ritos, para que uma pessoa possa ser  considerada oficialmente um membro.
O dualismo é a crença de que, dentro de tudo que  existe no universo, existem forças opostas e  complementares, como luz e trevas, masculino e  feminino, yin e yang. Assim, a Wicca possui um  culto dualista, porque, apesar de acreditarmos em  vários deuses, durante nossas celebrações  escolhemos um casal de deuses para representar a  Grande Deusa Mãe, e sua contraparte, o Deus  Cornífero.
O matriarcado era uma estrutura de organização  social presente na maioria das antigas  civilizações. Nessas sociedades, a mulher tinha um  papel de destaque, onde elas assumiam a liderança  familiar e religiosa. O feminino era reverenciado  pelo fato de somente as fêmeas serem capazes de dar  à luz – um atributo mágico e sagrado da natureza,  que é a Grande Deusa Mãe. Apesar disso, nessas  sociedades, homens e mulheres eram tratados como  iguais; diferente da atual sociedade patriarcal em  que vivemos, onde a mulher é considerara inferior  aos homens. Da mesma forma, na Wicca valorizamos a  igualdade entre os gêneros. Os homens apenas  precisam ter um respeito especial pelas mulheres,  pois todos nasceram de uma mulher.

Texto escrito pelo Sacerdote Diogo Ribeiro

Energia Intima Merece Atenção...

domingo, 3 de fevereiro de 2013



Adonai povo da Deusa...

Durante algum tempo ouvi muitas pessoas falarem no livro 50 Tons de Cinza ate que eu decidi por ler esse livro, e ver o que tinha de tão estupendo. Sou do tipo de pessoa que le livros por indicação de outras pessoas, mas eu me arrependi muito ao ler 50 Tons de Cinza, é uma historia Fraca e sem fundamentos. Pra mim é uma Fanfic de Crepúsculo (Fanfic é a abreviação do termo em inglês fan fiction, ou seja, "ficção criada por fãs") E foi lendo aquele livro que eu tive a ideia de fazer esse post. E adverto!!

PRESTEM ATENÇÃO a quem você compartilha sua energia íntima. A intimidade, a este nível, entrelaça sua energia com a energia da outra pessoa. Essas conexões poderosas, independentemente de quão insignificante você acha que elas sejam, deixam detritos espirituais, particularmente nas pessoas que não praticam qualquer tipo de limpeza física, emocional ou de outra forma...
Quanto mais você interagir intimamente com alguém, mais profunda será sua ligação e mais suas auras se entrelaçarão. Imagine a aura confusa de alguém que dorme com várias pessoas e absorve estas múltiplas energias?
O que elas podem não perceber é que há energias que conseguem repelir a energia positiva e atrair, assim, energia negativa em sua vida.

Por isso eu sempre direi, nunca durma com alguém que você não gostaria de ser.


Não estou criticando o gosto literário de ninguém  apenas falei o que eu achei sobre o livro em si, e eu não achei um boa coisa a "historia" tratada nos livros 50 Tons de Cinza, 50 Tons Mais Escuros e 50 Tons de Liberdade.

Troca Troca de Religião...

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Adonai povo da Deusa!!
Bem estava na internet observando blogs conhecidos, quando um post (repostagem na verdade) do blog Wicca Ipatinga me chamou a atenção, e como achei uma coisa importante de fato resolvi postar aqui para que vocês possam ler!

O assunto é o troca-troca de religião que as pessoas insistem em fazer.

Quando a gente faz uma opção por determinada religião é pra seguí-la. Isso significa que estamos nos identificando com a nova religião e que a antiga, que seguíamos antes, já não condiz com as nossas crenças.

O que acontece muito é que a pessoa se diz wiccana e ao mesmo tempo é católica ou espírita e etc. Ora, não tem como seguir duas religiões ao mesmo tempo, ou você é ou não é. Então, se você ainda não tem certeza que quer ser wiccano, então não se inicie. Fique nos estudos, participe como convidado, se quiser, mas se não está preparado para seguir a religião, não tem porque se iniciar.

Vou dar um exemplo claro disso: Tenho certeza que cada um de nós conhece alguém que mudou de religião. Um exemplo muito comum disso são pessoas que eram católicas e que se tornaram evangélicas. Pois então, vocês já viram essas pessoas irem ao culto num dia e à missa no outro? Eu nunca vi. Isso significa que elas optaram por seguir a outra religião e deixaram pra trás tudo aquilo que seguiam pra seguir uma nova doutrina, um novo estilo de vida, uma nova forma de encarar a vida religiosa.

Na Wicca não é diferente.

A Wicca é uma religião séria e que tem que ser vista com seriedade. Mas isso, infelizmente está faltando. As pessoas continuam insistindo em coisas que aprenderam nos filmes.

Tem gente que pensa que a minha casa é como um terreiro de Pai de Santo. (nada contra os Pais de Santo, cada um com a sua religião, respeitosamente.). O que eu quero dizer é que tem gente que insiste em querer vir aqui pra eu fazer um “trabalho” pra determinada coisa.

Gente, eu não faço isso!
Eu sou wiccana, sigo a religião da Deusa Mãe, celebro os Sabbaths, Esbbaths, etc...

Se você não sabe o que é Wicca, tem tópicos explicativos aqui mesmo neste blog. Por favor, leia e se informe antes de sair por aí tirando conclusões sem sentido.

Não fiquem fazendo perguntas absurdas, procure aprender.

Na igreja católica e na evangélica as pessoas fazem estudos bíblicos pra conhecer a Bíblia mais aprofundadamente, certo? No Islamismo as pessoas lêem o Alcorão e rezam cinco vezes ao dia em horários determinados, obrigatoriamente.

Então, na Wicca também nós estudamos muito sobre todos os ciclos, os significados dos símbolos e tudo mais que envolve nossa religião.

Parem de achar que Wicca e espiritismo são a mesma coisa, porque NÃO SÃO.

Espiritismo é outra religião, Catolicismo é outra religião, Budismo, Indianismo, Islamismo, etc. Todas as religiões têm a sua particularidade. Elas não se misturam. Então por que misturar a Wicca com outras religiões? Isso definitivamente não é possível.

Espero que tenham o interesse de ler e aprender. A Wicca é uma religião muito bonita. É uma pena que seja vista com essa “distorção”.

Um dia desses alguém me perguntou qual tradição eu seguia e eu disse: Tradição Diânica. E ele me respondeu: mas indianismo não tem nada a ver com Wicca.

Eu não disse indianismo. Eu disse TRADIÇÃO DIÂNICA. Nome dado em homenagem à Deusa Diana. E realmente, indianismo não tem nada a ver com isso. Ele nem prestou atenção ao que eu disse. E o que é pior, não conhece a Tradição Diânica, sendo que a primeira coisa que a gente faz é estudar sobre Wicca. Então, se ele estudou, como não conhece as tradições?

Isso significa que não estudou. Então não venha me fazer perguntas idiotas.

Eu conheço um pouco de cada religião, já fiz estudos delas e sei falar um pouco de cada uma. Acho que todos deveriam fazer isso, não só com a Wicca, mas com todas as religiões. Pare um pouco e estude. Pra entender o que cada religião segue, quais são os mandamentos, doutrinas e etc. Aprenda e se eleve culturalmente, não custa nada e você ainda sai ganhando em conhecimento.

Eu respeito todas as religiões, que tal respeitar a minha?



Texto de Viviane Lopes, Blog: Wicca Ipatinga.


13ª Signo Wiccano...

sexta-feira, 16 de novembro de 2012


Muita gente que está estudando wicca se pergunta porque os pagãos têm um calendário de 13 meses com 28 dias cada. Qual seria o 13º mês? E porque 13? Porque não 12 ou 14? O que tem de especial esse número?

Para entendermos a simbologia do nº 13, devemos voltar no tempo e analisar os mistérios que envolvem esse enigma.

Para os antigos praticantes de bruxaria (celtas,druidas, vikings, etc) a divisão do calendário não era como conhecemos agora. Eles se baseavam na estações do ano e os solstícios e equinócios de cada época correspondente.

Por exemplo, se analisarmos os nomes do dias da semana em inglês, veremos que têm uma influência  tipicamente pagã:

Sunday: dia do Sol = Sol e day = dia.

Monday: dia da Lua = Mon (variação de Moon, Lua).

Tuesday: Toad's Day, dia do Sapo (o significado é
desconhecido, se crêe que as bruxas comprovavam a
gravidez de uma mulher colocando um sapo vivo à vista.
Se a jovem sentia náuseas a gravidez era confirmada ).

Wednesday: aqui tem um duplo sentido. Poderia ser
Wedding's Day (dia de casamento) ou Wooting's Day (Dia
de Odin, deus supremo dos vikings).

Thursday: Thor's Day, dia de Thor, o famoso deus
trovão, filho de Odin.

Friday: Frigg's Day. Frigg era esposa de Odin.

Saturday: Sabbath's Day, dia de sabá.

Nosso ano de 365 dias e 1/4 (que seria o ano bissexto cada 4 anos) foi adaptado por um clérigo Italiano chamado Gregorius, no séc 12. Ele teve que disfarçar as festas pagãs de acordo com as festividades cristãs
e é por isso que algumas são muito "semelhates", com a diferença de 2 ou 3 dias, cada uma. Por exemplo:
Ostara é a Páscoa, Yule é o Natal, etc. Porém, ele tirou o 13 mês, já que, naquela época, as bruxas eram
consideradas portadoras do mal e da má sorte. É daí que provém a superstição do azar do nº 13.

Entretanto, se voltamos no tempo ainda mais, nos surpreendemos ao ver que no Antigo Egito, esse número
não tinha nada a ver com má sorte ou o mal.

Como é sabido de todos, os egípcios foram praticamente os criadores da base para a astrologia moderna. Seus métodos de analisar o céu até hoje impressionam os arqueólogos mais renomados.

Foi descoberto no teto do templo de Dendera um calendário zodiacal com os 12 signos do Zodíaco
moderno (Áries, Câncer, Touro, etc) e um 13º signo chamado Ofídius, simbolizado pela serpente. Para eles,
esse réptil era considerado símbolo da energia solar e de poder. No Zodíaco de hoje, Ofídius foi retirado, já
que para muitos, a serpente é um animal maldito. Basta lembrar que foi ela quem "tentou" Eva no Paraíso,
segundo as lendas judaico-cristãs.

Porém, para os egípcios, o calendário de 13 signos significava a perfeição do céu. Era divido em 13 casas
com suas correspondências zodiacais, formando um círculo perfeito de 360 graus, já que, este calendário
era de 360 dias, simbolizando a harmonia entre o céu e a terra, a noite e o dia e os humanos com os deuses.

Entretanto, o mistério não pára aqui. Para essa cultura milenar, seu país era um espelho do céu e o
Nilo equivalía à Via Láctea. De fato, como já foi observado por muitos egiptólogos e investigadores, essa
idéia presidia na localização, disposição e orientação dos edifícios sagrados.

A maioria das pessoas não sabem, mas, em um determinado momento do ano, no verão, em uma específica hora da noite, o Nilo, perto da Grande Pirâmide, está perfeitamente alinhado com a Via Láctea (e as três pirâmides com a Constelação de Órion), como se fosse sua continuação. Quem presenciou esse fenômeno, conta que ficou assombrado diante de tal maravilha. Além do mais, o Nilo é o único rio do mundo que corre de Sul à Norte (comprovado cientificamente). Para os físicos e geólogos, isso é um total mistério, já que todos os rios do planeta correm ao contrário, ou seja, de Norte a Sul. Essa peculiaridade do Nilo só poderia ter sido modificada artificialmente milênios atrás, segundo os científicos. Por quem, por quê e como, não se sabe. Os investigadores somente chegaram à uma única conclusão: que se o Nilo não "funcionasse"
assim, a cultura egípcia não teria sobrevivido e prosperado, já que dependiam de suas águas para transporte e alimento.

Enfim, não seria possível atribuir ao "azar" o saber que rege o calendário solar egípcio. Pouco a pouco vamos detectando fragmentos desse legado secreto. Porém, ainda falta completar o quebra-cabeças para
decifrar e desvelar o mistério que contêm. Uma mensagem transmitida por uma misteriosa fonte que, por
alguma razão, sempre preferiu manter à sombra sua atividade civilizadora ao serviço da evolução do homem. 

O Jeitinho Wicca de Falar...

As vezes em nossa caminho de estudos na Wicca encontramos algumas expressões que noa sabemos o que significam, para tirar essa duvidas deixo o Post abaixo.


  
  • Merry Meet:



Significa Feliz Encontro. Um pagão sente-se feliz ao encontrar um amigo e/ou um irmão da Arte.Esta expressão espontânea de alegria virou uma saudação padrão e faz com que os pagãos se reconheçam ao proferi-la. Em qualquer lugar do mundo em que você esteja, saberá que o encontro representa uma felicidade.
Nas listas de discussão é uma forma educada e acolhedora de se endereçar a um membro da lista (pode ser muito comum você encontrar MM Fulano!).
No e-mail tem uma conotação tanto de encontro real ou virtual. O mais importante é saber que é uma expressão que transmite contentamento e altamente utilizada pelos integrantes da Arte.
Agora vem a dúvida: E como se responde ao Merry Meet? Muito simples, se for um prazer encontrar a pessoa, diga Merry Meet também!


  • Merry Part:



Significa Feliz Partida. Foi bom o encontro e você deseja que a pessoa siga o seu destino de forma segura e feliz.É uma despedida pagã e assim como Merry Meet, seu uso ocorre em todo o mundo e as mesmas regras se aplicam, sendo que o primeiro é referente ao encontro e o segundo a despedida.

Como se responde ao Merry Part? Simples, deseje um Merry Part também!
O fato de serem expressões em inglês não diminuem nossa língua pátria, pois os pagãos não estão limitados a fronteiras e o seu uso internacional facilita identificar os membros da Arte em qualquer lugar.
Merry Meet,Merry Part, Merry Meet Again:
Muitas vezes nos deparamos com a expressão junta ‘Merry Meet, Merry Part, Merry Meet Again’. Isso ocorre, em algumas despedidas e significa; Feliz Encontro, Feliz Partida e Feliz Reencontro. Normalmente essa frase é dita quando queremos muito reencontrar a pessoa que estamos dando adeus, e por isso transformando este em até breve com o uso desta expressão.

Como eu respondo a Merry Meet, Merry Part, Merry Meet Again? Ora, se você deseja reencontrar a pessoa repita a frase ou nada impede que você a use de resposta para alguém que desejou Merry Part, pois a pessoa vai ficar feliz em saber que o encontro foi tão apreciado por você, a ponto de desejar repeti-lo. 

As Tradições Wiccanas...


A wicca também possui suas divisões internas chamadas de tradições. Algumas delas, erroneamente, podem se definir como a portadora da verdade, a wicca original e etc. Isso não existe porque a wicca não possui uma forma única, pertencer a uma tradição diz respeito somente a suas crenças e não que aquela ou aquela outra seja certa ou errada.

Existem centenas de tradições wiccanas, muitas delas pertencentes e originadas por pequenos covens, então eu vou apenas ilustrar algumas mais conhecidas.
  •  Tradição 1734: Tipicamente britânica é às vezes uma Tradição eclética baseada nas idéias do poeta Robert Cochrane, um auto-intitulado Bruxo hereditário que se suicidou através da ingestão de uma grande quantidade de beladona. 1734 é usado como um criptograma(caracteres secretos) para o nome da Deusa honrada nesta tradição
  • Tradição Alexandrina: Uma Tradição popular que começou ao redor da Inglaterra em 1960 e foi fundada por Alex Sanders. A Tradição Alexandrina é muito semelhante à Gardneriana com algumas mudanças menores e emendas. Esta Tradição trabalha à maneira de Alex e Maxine Sanders, que diziam terem sido iniciados por sua avó em 1933. A maioria dos rituais são muito formais e embasados na Magia cerimonial. É também uma tradição polarizada, onde o Sacerdotisa representa o princípio feminino e o Sacerdote o princípio masculino. Os rituais sazonais, na maior parte são baseados na divisão do ano entre o Rei do Azevinho e o Rei do Carvalho e diversos dramas rituais tratam do tema do Deus da Morte/Ressurreição. Como na Tradição Gardneriana a Sacerdotisa é elevada autoridade máxima. Entretanto, os precursores para ambas Tradições foram homens. Embora similar a Gardneriana, a Tradição Alexandrina tende a ser mais eclética e liberal. Algumas das regras estritas Gardnerianas, tais como a exigência do nudismo ritual, são opcionais. Alex Sanders intitulou-se a certa altura "Rei das Bruxas", considerando que o grande número de pessoas que tinha iniciado na sua tradição lhe dava esse direito. Nem os seus próprios discípulos o levaram muito a sério, e para a comunidade Pagã no geral esse título foi apenas motivo de troça, quando não de repúdio. Janet e Stewart Farrar são os mais famosos Bruxos que divulgaram largamente a Tradição Alexandrina em suas publicações.
  • Tradicional Britânica: Uma Tradição com uma forte estrutura hierárquica e graus. Os Rituais estão centrados na Tradição Céltica e Gardneriana
  • Wicca céltica: Uma Tradição muito telúrica, com enfoques na natureza, os elementos e elementais, algumas vezes fadas, plantas, etc. Muitas " Bruxas Verdes" (Green Witches) e Adeptos do Druidismo seguem este caminho, centrado no panteão Céltico antigo e em seus Deuses e Deusas.
  • Tradição Caledoniana (ou caledonni): Uma tradição que tenta preservar os antigos festivais dos escoceses e às vezes é chamada de Tradição Hecatina.
  • Tradição Picta: É uma das manifestações da Bruxaria tipicamente escocesa. Na maioria das vezes é uma forma solitária da Arte. Seu enfoque prático é basicamente mágico e possui poucos elementos religiosos e filosóficos.
  • Bruxaria Cerimonial: Usa a Magia cerimonial para atingir uma conexão mais forte com as divindade e perceber seus propósitos mais altos e suas habilidades. Seus Rituais são freqüentemente derivações da Magia Cabalística e Magia Egípcia. Embora certamente, mas não de forma intencional, este caminho é infestado freqüentemente por egoístas e pessoas inseguras que usam a Magia Cerimonial para duas finalidades: adquirir tudo aquilo que querem e atingir níveis mais altos para poderem olhar de cima. Estes atributos não são uma regra em todos os Bruxos Cerimoniais, e há muitos Bruxos sinceros neste caminho.
  • Tradição Diânica: Algumas Bruxas Diânicas só enfocam seus cultos na Deusa, são muito politicamente ativos, e feministas. Outras Bruxas Diânicas simplesmente enfocam seu culto na Deusa como uma forma de compensar os muitos anos de domínio Patriarcal na Terra. Algumas Bruxas Diânicas usam este título para denotar que são "as Filhas de Diana", a Deusa protetora delas. Há Bruxas Diânicas que são tudo isto , algumas que não são nada disto, e outras que são um misto disto. A Arte Diânica possui duas filiais distintas:


- Uma filial, fundada no Texas por Morgan McFarland . Que dá o supremacia à Deusa em sua thealogy, mas honra o Deus Cornífero como seu Consorte Amado e abençoado. Os membros dos Covens dividem-se entre homens e mulheres. Esta filial é chamada às vezes "Old Dianic" (Velha Diânica), e há alguns Covens descendentes desta Tradição, especialmente no Texas. Outros Covens, similares na thealogy mas que não descendem diretamente da linha de McFarland, e que estão espalhados por todo EUA.

- A outra filial, chamada às vezes de Feitiçaria Feminista Diânica, focaliza exclusivamente a Deusa e somente mulheres participam de seus Covens e grupos. Geralmente seus rituais são livres e não são hierárquicos, usando a criatividade e o consenso para a realização de seus rituais. São politicamente um grupo feministas. Há uma presença lésbica forte no movimento, embora a maioria de Covens estejam abertos à mulheres de todas as orientações.

  • Tradição Georgina: Esta Tradição foi criada por George Patterson, que se auto intitulou como sendo um "Sumo Sacerdote Georgino". Quando começou o seu próprio Coven, chamou-o de Georgino, já que seu prenome era George. Se há uma palavra que melhor pode descrever a Tradição de George , seria "eclética". A Tradição Georgina é um composto de rituais Celtas, Alexandrinos, Gardnerianos e tradicionais. Mesmo que a maior parte do material fornecido aos estudantes sejam Alexandrinos, nunca houve um imperativo para seguir cegamente seu conteúdo. Os boletins de noticias publicados pelo fundador da Tradição estavam sempre cheio de contribuições dos povos de muitas outras Tradições. Parece que a intenção do Sr. Patterson era fornecer uma visão abrangente aos seus discípulos.


  • Ecletismo: Um Bruxo eclético é aquele que funde idéias de muitas Tradições ou fontes. Assim Como no caldeirão de uma Bruxa, são somadas elementos para completar a poção que é preparada, assim também são somadas várias informações de várias Tradições para criar um modo mágico de trabalhar. Esta "Tradição" que realmente não é uma Tradição é flexível, mas às vezes carente de fundamento. Geralmente, são criados rituais e Covens de estrutura livre.


  • Tradição das Fadas (ou Fairy Wicca): Há várias facções da Tradição das Fadas. Segundo os membros desta Tradição, seus ritos e conhecimentos tiveram origem entre os antigos povos da Europa da Idade do Bronze, que ao migrarem para as colinas e altas montanhas devido às guerras e invasões ficaram conhecidos como Sides, Pictos, Duendes ou Fadas. Uma Bruxa desta Tradição poderia ser ou trabalhar, mas não necessariamente: - Com energias da natureza e espíritos da natureza , também conhecidos como fadas, Duendes, etc.  Alguns dos nomes mais famosos desta Tradição são Victor e Cora Anderson, Tom Delong (Gwydion Penderwyn), Starhawk, etc.


  • Tradição Gardneriana: Fundada por Gerald Gardner nos anos de 1950 na Inglaterra. Esta tradição contribuiu muito para Arte ser o que é hoje.. A estrutura de muitos rituais e trabalhos mágicos em numerosas tradições são originárias do trabalho de Gardner. Algumas das reivindicações históricas feitos pelo próprio Gardner e por algumas Bruxas Gardnerianas têm que ainda serem verificadas (e em alguns casos são fortemente contestadas) porém, esta Tradição apoiou muitas Bruxas modernas. Gerald B. Gardner é considerado "o avô" de toda a Neo-Wicca. Foi iniciado em um Coven de NewForest, na Inglaterra em 1939. Em 1951 a última das leis inglesas contra a Bruxaria foi banida (primeiramente devido à pressão de Espiritualistas) e Gardner publicou o famoso livro"Witchcraft Today", trazendo uma versão dos rituais e as tradições do Coven pelo qual foi iniciado.Gardnerianismo é uma tradição extremamente hierárquica. A Sacerdotisa e o Sacerdote governam Coven, e os princípios do amor e da confiança presidem. Os praticantes desta Tradição trabalham "Vestidos de Céu" (nus), além de manterem o esquema de Seita Secreta. Nos EUA e Inglaterra os Gardnerianos são chamados de "Snobs of the Craft" (Snobes da Arte), pois muitos deles acreditam que são os únicos descendentes diretos do Paganismo purista. Cada Coven Gardneriano é autônomo e é dirigido por uma Sacerdotisa, com a ajuda do Sacerdote, Senhores dos Quadrantes, Mensageiro, etc. Isto mantém o linhagem e cria um número de líderes e de professores experientes para o treinamento dos Iniciandos. A Bíblia Completa das Bruxas (The Witches Bible Complete) escrita por Janet e Stuart Farrar, como também muitos livros escritos por por Doreen Valiente têm base nesta Tradição e na Tradição Alexandrina em muitos aspectos.


  • Tradição Hecatina: Uma Tradição de Bruxos que buscam inspiração em Hécate e tentam reconstruir e modernizar os rituais antigos da adoração à esta Deusa. É algumas vezes chamadas de Tradição Caledoniana ou Caledonii. 


  • Tradição Familiar ou Hereditária: Um Bruxo que normalmente foi treinado por um ente familiar e/ou pode localizar sua história familiar em outro Bruxo ou Bruxos. Os Bruxos Hereditários, ou Genéticos como gosto de chamar, são pessoas que têm, ou supõem ter, uma ascendência Pagã (mãe, tia, avó são os alvos mais visados). A maioria dos Hereditários não aceitam a infiltração de outras pessoas fora de sua dinastia, porém algumas Tradições Familiares "adotam" alguns membros, escolhidos "à dedo" em seu segmento.


  • Bruxa de Cozinha: Uma Bruxa prática que é frequentemente eclética, enfoca e centra sua magia e espiritualidade ao redor do "forno e do lar".


  • Bruxaria Satânica: Não existe!


  • Wicca Saxônica ou Seax-Wicca: Fundada em 1973, pelo autor prolífico, Raymond Buckland que era, naquele momento, um Bruxo Gardneriano. Uma das primeiras tradições precursoras em Bruxos solitários e o auto-iniciados. Estes dois aspectos fizeram dela um caminho popular.


  • Bruxo Solitário: Uma pessoa que pratica a Arte só (mas pode se juntar às festividades de Sabbat em um Coven ou com outros Bruxos Solitários ocasionalmente). Um Bruxo Solitário pode seguir quaisquer das Tradições, ou nenhuma delas. A maioria de Bruxos ecléticos são Solitários.


  • Tradição Strega: Começou ao redor na Itália em 1353. A história controversa sobre esta Tradição pode ser achada em muitos locais e em muitos livros. Arádia... Gospell of the Witches (Arádia...A Doutrina das Bruxas) é um deles.


  • Tradição Teutônica ou Nórdica: Teutônicos são um grupo de pessoas que falam o norueguês, fosso, islandês, sueco, o inglês e outros dialetos europeus que são considerados "idiomas Germânicos". Um Bruxo teutônico acha frequentemente inspiração nos mitos tradicionais e lendas, Deuses e Deusas das áreas onde estes dialetos se originaram.


  • Tradição Asatrú: Teve suas origens no Norte da Europa e é uma das facções das Tradições Teutônica e Nórdica. Esta Tradição é praticada hoje por aqueles que sentem uma ligação com os nórdicos e teutônicos e que desejam estudar a filosofia e religiosidade da antiga Escandinávia, através dos Eddas e Runas. Encoraja um senso de responsabilidade e crescimento espiritual, freqüentemente embasados nos conceitos atribuídos aos nobres guerreiros de tempos ancestrais. Tradição Algard: Uma americana iniciada nas Tradições Gardneriana e Alexandrina, chamada Mary Nesnick, fundou essa "nova" tradição que reúne ensinamentos de ambas tradições sob uma única insígnia.


  • Bruxaria Tradicional: Todo Bruxo tradicional dará uma definição diferente para este termo. Um Bruxo tradicional é aquele que freqüentemente prefere o título de Bruxo à Wiccaniano e define os dois como caminhos muito diferentes. Um Bruxo tradicional fundamenta seu trabalho mágico em métodos históricos da tradição, religiosidade e geografia de seu país.


  • Bruxaria Tradicional Ibérica: Uma bruxaria onde participam pessoas que habitam a região que compreende a penísula ibérica, principalmente Portugal e Espanha. Seus ancestrais adoravam os seus Deuses, com cultos diferenciados entre tribos e regiões; eles amavam e respeitavam os lugares e espíritos da natureza, colhiam e caçavam com bravura e respeito.No passado a Península Ibérica foi palco de influências de vários povos entre eles: os Fenícios, Cartagineses, Suevos, Visigodos, Celtas (daí o rótulo de Celtibero, palavra que representa mistura de povos Celtas e Ibéricos). As divindades nunca se mesclaram facilmente com as dos povos invasores. A adoração e o Ritual dos Deuses tem a ver com a Arte Antiga, hoje chamada por uns de "Tradicionalista" e claro, muito anterior à Wicca que vemos do autor Gardner e outros decorrentes. Além disso, é sabido o quanto Gerald Gardner percorreu por várias vezes a Espanha na busca do culto dos Antigos... e nunca os encontrou realmente, pois os grupos de bruxos conhecidos por Aquellares e Coevas (covens) são fechados e o que se fala para o exterior é cauteloso de acordo com as Leis Wiccans!


O espírito religioso dos romanos baseava-se na importação dos Deuses das varias regiões conquistadas. Podemos citar a Grécia como exemplo disso. Todos os Deuses Gregos foram importados dando origem a Deuses Romanos de poder, influência e semântica similares. Os romanos também querendo absorver "os poderes das tribos" conquistadas, apropriavam-se dos nomes dos Deuses locais e os aplicavam conforme as conveniências em sua cultura, sem, contudo nestes Deuses romanos recém criados existir o verdadeiro sentido mágico-religioso.

Assim aconteceu com a nossa Deusa Atégina que após a romanização, virou Próserpina, nome deveras conhecido na mitologia romana mas, muito antes de Roma ser criada, os povos locais já conheciam a lenda da Descida da Deusa Atégina aos mundos interiores. Podemos notar também pela história que, cinco séculos antes de Roma, já haviam chegado à europa a cultura dos Gregos e dos Fenícios e, depois, dos Cartagineses que não forçaram os habitantes ibéricos com suas religiões, entretanto foram bastante influentes na passagem de segredos e mistérios aos Sábios tribais dos Santuários primitivos já existentes na Península Ibérica. A Tradição dos ibéricos tem uma ancestralidade reconhecida num vasto Panteão autônomo, quase livre de influências exteriores, e nos variadíssimos vestígios históricos, que cada vez mais surgirão à luz dos homens.

Não poderíamos ficar alheios também da importância trazida pelas culturas Fenícia, Cretense e Grega e cuja cultura resplandecente causou assombro e respeito aos povos nativos ibéricos do litoral português com os cultos de Baal Merkart e de Tanith de Cartago cultuada no seu local em Nazaré. O Panteão Ibérico é rico e tribal. Os Deuses que compõem este panteão existem nas antigas regiões da Bética, da Lusitânia e da Calaecia, e entre várias Divindades, cultua-se: Endovélico - o Curador, Atégina - A Deusa Mãe, Trebaruna - A Guerreira e Protetora, Bônconcios - O Guerreiro, Tongoenabiagus - O Fertilizador, Tanira - A deusa das Artes, Nabica - A Ninfa das Florestas, Aernus - O senhor dos ventos do norte, Brigantés - a Deusa guerreira . (Esta divindade é resultante da influência dos povos do norte da Europa nas terras da Ibéria - A qual não têm nada a ver com Briga ou Brigit dos druidas e muito menos a ver com os seus cultos).
Os feiticeiros Ibéricos não seguem os atuais calendários usados na Wicca, mas sim os calendários vivos que a própria Tradição os ditou através dos tempos. Nesta Tradição há 3 Celebrações anuais básicas: O nascimento, O Apogeu e o Rito aos Idos aonde visitamos o Rio do Esquecimento, para cultuar seus antepassados. Na Tradição Ibérica o culto é dirigido a uma só Deusa ou a um Deus e cada Divindade é adorada individualmente, salvo algumas exceções, não se aplicando a ritualística de Deusa e seu Consorte, tão difundida pela Wicca e não existe o conceito de deuses infernais, nem duos ou trindades de Deuses.

 Muitos Wiccanos solitários preferem ser ecléticos quanto a sua forma de praticar a wicca, o que não é errado, pelo contrário, é muito interessante, pois você mesmo está formando a sua tradição, seu próprio meio de se ligar ao divino.

O Que é Wicca...

As fontes do renascimento do Paganismo podem ser rastreadas no início do século XX com os trabalhos da antropóloga Margaret Murray. Ao examinar os vários registros de julgamentos da Inquisição, Murray desmascarou o Diabo dos relatos de Bruxas e Bruxos que foram executados e em seu lugar encontrou o Deus Cornífero, a Divindade cultuada pelos pagãos e que os inquisidores tinham transformado na corporificação do mal.

À medida que ia mais fundo em seus estudos, Murray encontrou o equivalente feminino do Deus, a Deusa e desta forma desmistificou todas as antigas superstições e estigmas negativos atribuídos à Bruxaria e identificou-a como o mesmo culto à fertilidade que surgiu muito tempo antes do Cristianismo.

Em 1951 quando a última das leis contra a Bruxaria foi revogada, Gerald Gardner saiu das sombras e defendeu as posições de Margaret Murray, declarando que a Bruxaria tinha sido a religião dos antigos europeus e que continuava a ser uma religião verdadeira para muitas pessoas e que teria sobrevivido através de anos sucessivos de supressão sob o nome de Wicca.

Desta forma, Gardner lançou uma nova luz às práticas da Bruxaria, dando origem assim à um grande movimento Neo-pagão de reavivamento das práticas e ritos da Velha Religião.

De lá para cá o movimento Pagão cresceu substancialmente e muitos Bruxos que tinham sido instruídos por suas famílias durante décadas, decidiram sair das brumas e se tornarem visíveis e assim em pleno século XX ressurge uma religião que busca celebrar novamente a natureza, os Deuses Antigos e que busca inspiração nos seus ritos no culto à Deusa e ao Deus.

O Paganismo é o nome genérico que se dá às práticas religiosas que surgiram na Era Paleolítica e Neolítica, onde as crenças espirituais eram centradas no feminino, nos ritos da fertilidade, no culto aos Antigos Deuses da natureza, nas celebrações das colheitas e plantio.

A Bruxaria busca resgatar o Divino Feminino e o papel das mulheres na religião como Sacerdotisas da Grande Mãe. Muitas vezes chamada de Religião da Deusa, a Arte, Religião Antiga, não é uma fantasia de mentes deturpadas ou de pessoas que se supõem dotadas de poderes mágicos, mas sim uma religião capaz de acolher pessoas das mais variadas idades, raças, posições sociais e todos aqueles que veem em seus ritos uma forma real de se conectarem com o Divino e com a natureza.

As práticas Pagãs, dando destaque maior à Wicca, se expandiram de uma forma inacreditável pela América Norte e Europa. Hoje o número de Bruxos somam aproximadamente 250.000 nos EUA, ultrapassando inúmeras religiões tidas como convencionais, dentre as quais o Budismo e o Universalismo Unitário. O Censo canadense de 1991 registrou 5.530.000 Neo-pagãos que seriam compostos principalmente de Wiccanianos, outra pesquisa realizada em 1997 constatou a existência de 12 milhões de Bruxos em todo o mundo. Porém, acredita-se que o número atual é muito maior, pois muitos não expõem sua condição religiosa publicamente.

A Wicca sustenta-se sobre 3 conceitos básicos:

  1. O papel preponderante da Deusa em suas práticas e mitos em vez de um Deus masculino, cultuando também os Antigos Deuses da natureza e o Deus Cornífero, considerado filho e consorte da Deusa.
  2. A utilização da Magia Natural como forma de atingir nossos desejos e mudar os fatos.
  3. A crença na reencarnação, vista não somente como uma forma de evolução, mas também como o desejo de retornar no mesmo tempo e local das pessoas amadas.


Os propósitos da Wicca são mostrar a necessidade da reconexão com a natureza, com os ritmos e ciclos naturais do Sol e das Estações e a busca de um novo equilíbrio do homem com o seu meio ambiente.
Os Bruxos amam e cultuam a natureza e através dela procuram integrar mente, corpo e alma. Acreditam que para evoluírem integralmente devem sentir-se parte integrante da Terra, que é a própria Deusa. Esta atitude é a essência da Wicca!


an�ncio-texto

 
Storm Sazonal © Copyright | Template By Mundo Blogger |