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Sabbath de Fevereiro - Lughnasadh...

domingo, 3 de fevereiro de 2013



Lughnasadh é também conhecido como Lammas ou Festival da Primeira Colheita.
Dia sagrado no paganismo, tendo origem principalmente Celta.
Celebrado no dia 2 de Fevereiro no hemisfério Sul e no dia 1º de Agosto no hemisfério Norte.

É importante lembrar que os Sabbaths  não são originários da Wicca. São comemorações muitos mais antigas do que essa religião que apareceu por meados da década de 50, que agregou essas, e outras características a sua doutrina.
Esse sabbath, que ocorre entre o Solstício de Verão (Litha) e o Equinócio de Outono (Mabon), festa da primeira colheita, uma época de agradecimento aos Deuses por tudo o que colhemos. Agradece-se ao que foi bom e também ao que pareceu ruim, pois na religião Wicca crê-se que tudo o que acontece na vida faz parte no caminho evolutivo de cada um.
O nome Lughnasadh veio duma festa agrícola típica dos Céltico. Uma festa da colheita em honra ao deus céltico do Sol: Lugh (o maior guerreiro dentre os celtas, pois derrotou os gigantes que exigiam sacrifícios humanos).
Já o nome Lammas significa "Missão do Pão (loaf Mass)", que representa o alimento (geralmente pão ou bolo ou qualquer outra massa) feito com os grãos, que representam a colheita, e repartido (como alimento sagrado) entre os membros do coven ou da família ou mesmo entre amigos. Este nome vem do costume medieval de levar os primeiros pães (bolos, etc) para uma celebração.
As noites já começaram a ficar mais longas, desde o Solstício de Verão; aproximando-se a época da partida do Deus para a Terra de Verão, deixando a sua própria semente no ventre da Deusa, de onde renascerá (mantendo o eterno ciclo do nascer-morrer-renascer).



2013 - Sabbaths e Esbbaths...

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013


E mais um ciclo começa, então queridos bruxos e bruxas vamos marcar em nossas agendas e calendários nossas datas sagradas do próximo ano. Engraçado é que com o tempo esse controle vai sendo dispensável pois você começa a sentir as variações energéticas dos períodos no seu próprio corpo e datas passam a ser supérfluas

Sabbaths 2013
Lembrem-se que a data dos solstícios e dos equinócios pode mudar de um ano para outro, por isso é bom relembrar as datas para 2013.

Lammas – 02 de fevereiro
Mabon  (Equinócio de Outono) – 20 de março
Samhain – 30 de abril ou 01 de maio
Yule (Solstício de Inverno) – 21 de junho
Imbolc – 01 de agosto
Ostara (Equinócio da primavera) – 22 de setembro
Beltane – 31 de outubro
Litha (Solstício de Verão) – 21 de dezembro

Esbbaths 2013 (Datas do primeiro dia do ciclo da lua cheia) – Como eu havia dito anteriormente no post sobre a Lua Azul, só haverá outra em 2015, logo 2013 e 2014 serão anos sem a magia da lua azul.

Lua de Janeiro - Dia 27
Lua de Fevereiro - Dia 25
Lua de Março - Dia 27
Lua de Abril - Dia 25
Lua de Maio - Dia 25
Lua de Junho - Dia 23
Lua de Julho - Dia 22
Lua de Agosto - Dia 21
Lua de Setembro - Dia 19
Lua de Outubro - Dia 18
Lua de Novembro - Dia 17
Lua de Dezembro - Dia 17


Escrito por Luna Ceallachem, do blog: Grimório da Luna.

Sabbath de Outubro: Beltane - O Festival da Alegria...

sexta-feira, 16 de novembro de 2012



Eu sei que a primeira vista pode parecer estranho a ideia de se comemorar o Beltane no tão famoso Halloween, onde todo o hemisfério norte comemora o Samhain. Mas nós temos que seguir os ciclos da natureza e não datas.
  Beltane, Beltain ou Bealtaine é um festival Celta, reconhecido nas comemorações da Festa da Primavera, mas que originalmente marcava o verão.  O Beltane é o mais alegre dos Festivais Celtas, onde os participantes dançam, e se alegram nas voltas da fogueira. No dia de Beltane o sol está astrologicamente no signo de Tauros, o Touro, que marca a "morte" do Inverno, o "nascimento" da Primavera e o começo da estação do plantio.  Hora de festejar o auge da fertilidade, a harmonia, a sexualidade em sua forma mais pura e bela.
Comemoração de um bruxo solitário: Não obrigatoriamente você deverá comemorar sozinho, se você tiver um amigo que assim como você seja iniciante na arte vocês dois (pode ser até cinco pessoas) podem fazer a comemoração de Beltaine descrita aqui.
Primeiro a decoração, nos covens é comum todos se reunirem e fazerem as decorações juntos do espaço do coven. O ideal é que o Beltane seja comemorado ao ar livre, num bosque ou onde existam, pelo menos, uma árvore. Se não for possivel você pode colocar uma árvore pequena no espaço onde vocês faram a comemoração. Durante todo o ritual do Beltane é uma tradição de vários wiccanos deixar o caldeirão cheio de água com flores boiando dentro, representando o ventre da grande deusa em fertilidade. Vocês também podem decorar o espaço com flores e frutos da epoca, além de usar incensos florais ou frutais.
A comemoração; os passos pré-rituais vocês já conhecem, mas vale a pena lembrar: primeiro vocês tem que fazer ou trazer uma oferenda para os deuses (pode ser uma guirlanda de flores, um amuleto e etc.). Agora vocês devem arrumar o altar e puficar o espaço do circulo ao redor de alguma árvore, tracem o circulo ao redor da árvore, deixando a como o centro do circulo. Invoque a Deusa e o Deus. De pé, diga, com as mãos erguidas algo mais ou menos assim:

"Ó Deusa Mãe, rainha da noite e da Terra;
Ó Deus Pai, Rei do dia e das florestas,
Eu celebro sua união enquanto a natureza se alegra num ruidoso banho de cor e vida.
Aceitem meu presente, Deusa mãe e Deus pai
Em honra à sua união."
Coloque as oferendas na árvore.

"De sua união surgirá a vida renovada;
Uma profusão de criaturas vivas cobrirá a Terra,
e os ventos soprarão puros e doces.
Ó antigos, eu celebro com Vocês!!"

Se você quiser praticar uma magia ou feitiço simples é a hora de fazê-lo:
Ex. Acenda duas velas, uma representando o deus e outra representando a deusa, e passe entre elas mentalizando energias positivas para se livras de doenças e energias negativas.
Ao fim, sinta-se conectado com o solo e suas energias e agradeça mais um vez aos deuses que estão permitindo a feritlidade, então celebre um Banquete simples em honra a Beltane (biscoitos e pão de aveia são muito usados, além de vinho branco ou suco de morango e frutas da época). Encerre o ritual como de costume.

O Grande Rito: Acredito que alguns de vocês já tenham ouvido falar nisso e nunca entenderam direito o que era. Nas antigas religiões pagãs durante as fogueiras de Beltane a fertilidade do Deus e da Deusa era encenada por seus sacerdotes, que tomados como o grande Deus e a Grande Deusa representavam sua união sexual fertilizando toda a terra. Claro que essa união era sagrada e muito poderosa, cheia de energia e renovação, pois quem estava ali não era nem o homem e nem a mulher, mas sim a deusa e o deus, a mãe terra e o galhudo. Claro que depois que muitas pessoas começaram a associar esse rito tão puro e significativo com visões deturpadas de orgias e outros pensamentos impuros ele foi parando de ser praticado (em algumas tradições ele ainda permanecesse, porém muito discretamente). Hoje em dia o Grande Rito é representado através do cálice do athame, onde na maioria das tradições a sacerdotisa consagra o cálice colocando nele o vinho e o abençoado como o ventre da grande deusa, em seguida o sacersote introduz o athame representando o falo do grande deus que irá fertilizar o útero da deusa, em seguida todos bebem honrando a fertilidade.

Sabbath de Dezembro: Litha: O Solstício de Verão...



 Além dos quatro grandes festivais do ano pagão celta, existem quatro festivais menores (formando assim a roda do ano): os dois solstícios e os dois equinócios. No folclore, estes são referidos como os quatro "quartos-de-dia" do ano, e em algumas tradições wiccanas chamam de quatro "Sabbats Menores'. O Solstício de Verão é um deles.

  Litha é normalmente comemorado em 21 de dezembro (como nesse ano), mas varia um pouco de 20 a 23 dependendo da rotação da Terra em torno do sol. De acordo com o calendário antigo, o verão começa em Beltane e termina no Lughnassadh , com o solstício de verão no meio do caminho entre os dois (por isso muitos o chamam de middsummer), marcando MEIO DOS VERÕES. Isto faz sentido mais lógico do que o que é sugerido por algumas tradições de que o Verão começa no dia em que o poder do Sol começa a minguar e os dias ficam mais curtos. O Sol está agora no ponto mais alto antes de começar seu declinio.

  A humanidade tem vindo celebrar Litha e o triunfo da luz desde os tempos antigos. Na Roda do Ano Litha situa-se em frente ao Yule.  Embora Litha e Yule sejam sabbaths menores na linguagem antiga, eles são comemorados com alegria e muita diversão mais do que qualquer outros na roda do ano, exceto, talvez, Samhain. Os rituais alegres de Litha celebram a Terra verdejante no verão, abundância, fertilidade e todas as riquezas da natureza em plena floração. Esta é uma época de magia forte e efeverscente, tradicionalmente, o tempo para handfasting ou casamentos e para a comunicação com os espíritos da Natureza. Em Litha, os véus entre os mundos são finos; os portais entre "os campos que conhecemos" e os mundos do além estão abertos. Este é um momento excelente para rituais de adivinhação (que tal testar algumas das divinações de posts anteriores?).

  Os ritos Litha dos antigos eram barulhentas festas comuns com danças, canções de verão, contação de histórias, pompa e uma fogueira no meio da aldeia e tochas acesas durante procissões pelas aldeias depois de escurecer. As pessoas acreditavam que o Litha através do elemento fogo preponderante possuía grande poder, e que a prosperidade e proteção para si mesmo e do clã contra incendios e outros males podia ser conquistada apenas por saltar sobre a fogueira do Litha. Também era comum casais juntarem as mãos e saltarem sobre as brasas do fogo três vezes para assegurar um casamento longo e feliz, prosperidade financeira e muitas crianças. Mesmo as brasas da fogueira carbonizados possuíam poderes protetores - eles eram amuletos contra lesões e tempo ruim na época da colheita, e brasas eram comumente colocados em volta dos campos de trigo e pomares para proteger as colheitas e garantir uma colheita abundante. Outros costumes do litha incluíam carregar uma brasa da fogueira de Litha pra casa e colocá-lo em espécie de ninho feito com bétula, funcho, erva de S. João, erva-pinheira, e lírios brancos para a benção e proteção do lar.

  O Sabbat Litha é um tempo de celebrar o trabalho e o lazer, é um tempo para as crianças e para brincar de criança (é comum lerem histórias para crianças no fim do dia de Litha). É um momento para celebrar o fim do ano crescente e o início do ano minguante, em preparação para a colheita que está por vir. Midsummer é um tempo para absorver os raios do Sol e aquecimento é outra Sabbath da fertilidade, não só para os seres humanos, mas também para plantações e animais. Wiccans consideram que a Deusa está grávisa a partir do acasalamento de Beltane - A honra é dada a Ela. O deus do sol é celebrado com o seu poder no ápice no céu e nós celebramos Sua paternidade se aproximando - a honra também é dado a ele. As fadas abundam neste momento e é costume deixar oferendas - como alimentos ou ervas - para eles à noite. (costuime muito comum na fairy wicca).

Sabbath de Fevereiro: Lammas - O Lar da Colheita...



 Lammas ou lughnasadh (também conhecido como festa do pão, festival da colheita ou lar da colheita), comemorado em 1º de agosto no hemisfério norte e em 2 de fevereiro no Hemisfério sul.  É um dos quatro sabbats maiores que marcam o ciclo de colheita dos antigos celtas. Esse festival marca a primeira colheita, onde os grãos são armazenados para a escuridão do inverno que está por vir, é também a celebração do sacrifício do deus que vai enfraquecendo, doando sua energia aos frutos da terra, enquanto os dias vão aos poucos ficando mais curtos.
  O nome do festival remete ao deus sol celta Lugh, pois este era reverenciado nessa época pelos druidas (lughnasadh significa lamento para Lugh), outras culturas pré-cristãs comemoravam, como citei anteriormente, o sacrifício do grande deus, dando sua vida pela nova vida que está surgindo. Acho que esse é o significado de Lammas, celebrar a enregia vital dada pelo deus e a criação da vida que a deusa traz dentro de si.
 Era comum nos festivais antigos oferecerem sacrifícios de grãos recém colhidos para agradecer ao deus pelo seu sacrifício e honrar a deusa, todos comiam o chamado pão da vida. Este é um sabbat para agradecermos ao deus por ter nos concedido seu calor, sua vida sua abundância e honrar a deusa pela colheita e pela vida, talvez por isso nesse festival os deuses sejam honrados como o senhor e senhora do milho.

Comemoração em coven (aspectos básicos de comemoração em muitas tradições): O Lammas geralmente é comemorado dentro do espaço do coven que é enfeitado com grãos, flores e frutos, é comum também em todas as tradições se enfeitar o coven com bonecos de milho (produzidos pelos membros) representando os deuses. Também é comum abrir o circulo ao redor do caldeirão: primeiro para que na hora do banquete em honra a colheita (uma grande pão comunitário e uma grande taça de vinho dividida entre os membros) o primeiro pedaço de pão e o primeiro gole de vinho sejam jogados dentro do caldeirão, e depois para que posteriormente se queimem no caldeirão os bonecos de milho do Lammas passado junto com pedidos. Os deuses reverenciados geralmente são deuses referentes as colheitas se o coven não quiser comemorar o aspecto celta do Lammas. É comum em alguns covens, sobretudo celtas, realizarem após o ritual jogos e cada membro do coven traz uma receita caseira envolvendo grãos para suprir o banquete do festival.

Sabbath de Março: Mabon - O Equinócio de Outono...



Mabon, Equinócio de Outono, Encontro do Inverno, Winter Finding, Alban Elfed, Colheita do Vinho, Cornucópia, Festa de Avalon ou simplesmente Segunda Colheita é o segundo dos três Sabbats da colheita. É tempo de dar graças pelos frutos colhidos, e a Deusa é a Senhora da Abundância cuja colheita nos sustentará pelos meses escuros do Inverno, essa abundância e energia da terra refletirá sobre nós mesmos, sobre o equilíbrio da escuridão e da luz no universo se esforçando para manter o equilíbrio interno de todos os seres.
   A Deusa está agora fortemente impregnada pela energia do Sol, que a cada dia parte mais rápido para o País do Verão – os dias e as noites agoram estão em equilíbrio, são exatamente iguais. Conforme o poder dele diminui, a Deusa lamenta sua partida, mas Ela sabe que o poder do Deus retornará à Terra em Yule.  É um tempo de equilíbrio e balanço, mas as sombras começam a dominar a luz. Isso está associado com o interior do chifre, um dos símbolos desse Sabbat (a cornucópia), e a contemplação da colheita.
   Nesse Sabbat a Deusa lamenta o seu consorte que está partindo para Outro Mundo, mas a mensagem de renascimento pode ser encontrada em cada semente colhida, que é o próprio Deus que se sacrifica para alimentar seu povo. É um tempo positivo para caminhar nas florestas, colher plantas e ervas mágicas para serem usadas no Altar. Pão de milho e cidra são são essenciais para os banquetes rituais  e folhas de outono são ótima decoração para o Altar. (No Hemisfério Norte costuma-se usar as tradicionais folhas de plátano).
   Os Druidas honravam o salgueiro nesse Sabbat, a árvore associada à Deusa e à morte, e cortavam seus bastões do salgueiro somente após Mabon (Tradição ainda respeitada em muitas tradições wiccanas e também no druidismo). As plantas, árvores, flores e ervas que estão associadas com mabon são a aveleira, o milho, o álamo, bolotas, galhos de carvalho, folhas de outono, ramos de trigo, cones de cipreste, cones de pinheiro.  Muitas tradições também costumam encenar durante o ritual o mito da descida da deusa Perséfone ao submundo  representando as forças da escuridão e da luz igualadas.
    Poucos sabem mais a origem do nome Mabon é o nome de um deus celta que simboliza os princípios masculinos da fertilidade. É o nome galês do Deus da mocidade, a Divina Criança, que os Druidas acreditavam estar dentro de todos nós. Ele é uma criança do Outro Mundo, nascida de pais terrestres, que desapareceu em sua terceira noite de vida. Mabon ap Modron significa “Filho da Grande Mãe” – sua mãe se chamava Modron e era a grande deusa mãe dos gauleses. No Equinócio de Outono, marca-se o tempo de sua mudança. Nesse momento Mabon desaparece, com apenas três noites de nascimento. Ele vai morar novamente no mundo mágico de Modron, o seu ventre. Esse é um lugar nutridor e encantado, mas ao mesmo tempo de desafios. É um lugar de poder e renovação para que Mabon possa nascer através de sua mãe como campeão, o filho da Luz. Esse Sabbat simboliza a luz de Mabon entrando na Terra (ventre da Deusa), recarregando-se para tornar-se uma nova semente. Seu desaparecimento é um mistério, mas Mabon é eventualmente resgatado, no Solstício de Inverno, graças ao conhecimento de alguns animais: o pássaro negro, o veado, a coruja, o bisão e o salmão.
   Esse mito assim como o de Perséfone traz a essencial mística e espiritual do sabbat:  o rejuvenescimento para uma colheita farta, agradecendo aos Deuses pelas dádivas concedidas durante o ano e o conhecimento da necessidade do balanceamento entre a luz e as sombras.
     Esse Sabbat é simbolizado pelo espiral duplo, um vai e outro que retorna, para nos lembrar que começamos a jornada pelo ponto mais escuro do ano e que a morte sempre é seguida pelo renascimento, da mesma maneira que o Inverno sempre é seguido pelo Verão. A Deusa está grávida do Deus que nascerá em Yule, a noite mais longa. Ela se prepara para dizer adeus ao Deus velho, mas sabe que a semente do Deus novo já está dentro dela, em seu ventre.
Comemoração em coven: O Mabon é sem dúvida um dos sabbats mais demorados. Geralmente decoram o espaço do ritual com cornucópias cheias de alimentos representando a fartura da colheita, com bonecas de maçã representando os deuses entre outros símbolos. Geralmente o ritual começa com uma encenação do mito de Perséfone ou do de Mabon (mais comum em covens de tradição celta), depois todos fazem oferendas aos deuses e dançam ao redor delas para demonstrar a alegria pelo que nos foi dado, segue-se um ritual de acordo com o coven ( mabon é comumente utilizado também para se fazer iniciações no coven ou consagrações dependendo da tradição), geralmente o rito se encerra com um grande banquete onde um Cálice repleto de vinho é abençoado e passado a cada integrante. Conforme o Cálice passa, as pessoas vão fazendo seus agradecimentos. Quando tiverem agradecido por todas as bênçãos, eles bebem e passam o Cálice adiante. Isso continua até a Taça esvaziar, bebendo em amor, bênçãos e gratidão a tudo.

Sabbath: Samhain - Um próspero ano novo a todos os pagãos...

Eis mais um momento daqueles em que faz falta a wicca possuir um órgão regulador, uma instituição que coloque alguma ordem em certas coisas. No Hemisfério Norte a data de Samhain jamais é esquecida devido ao famoso Halloween, originado inclusive do festival, em 31 de outubro. No Hemisfério Sul, aí começa a confusão: certos autores apontam como 30 de abril a data certa para o Samhain, enquanto outros afirmam ser no dia 1º de maio o dia correto. Realmente não sei como solucionar esse enigma dos sabbats sulistas, mas a maioria dos covens q conheço comemora em 1º de maio e eis minha tese para que a comemoração se dê nesse dia: Se toda a roda do ano sul é oposta a do norte, naturalmente as datas dos sabbats serão também opostas umas as outras. Se Samhain e Beltane são opostas na roda do ano, e sendo que Samhain é em 31 de outubro e Beltane em 1 de maio no norte, então logicamente, se invertendo as datas ficaria 1º de maio para Samhain, assim como 31 de outubro para Beltane. Essa é minha dica, mas siga a data que vocês julgarem correta.
  Pulando toda essa problemática vamos falar do Sabbat mais importante e celebrado do mundo pagão: Samhain (pronunciasse “sou-ein”) palavra que tem como significado "sem luz" ou "fim do verão", a noite em que o mundo mergulha na total escuridão, preparando se para a chegada das noites frias.
  Samhain, o ano novo celta corresponde ao momento que principia o inverno, contraparte escura do Beltane que saúda o verão. O Samhain é aquele momento misterioso que não pertence nem ao passado e nem ao futuro, como acreditavam os antigos celtas. A noite sagrada que marca o começo da escuridão e o fim da colheita.
 Para os antigos pastores, para quem a criação de rebanhos era imprescindível para a sobevivência, manter rebanhos inteiros alimentos através do inverno era simplesmente impossível, de modo que eles conservavam alguns animais para a procriação e o restante era abatido e salgado para preservação da carne. Samhain era o período em que acontecia esse abate. Um momento tenso onde qualquer erro de calculo, carne de menos por exemplo, podia custar a vida de alguém da tribo se o inverso fosse rigoroso demais.
  Todas as safras também tinham de ser colhidas até a data de Samhain, o que não fosse colhido era abandonado, pois acreditava-se que um duende noturno, e que gostava de atormentar humanos, chamado Pooka passava na noite de Samhain destruindo e contaminando tudo que não fora colhido.
 Assim a incerteza econômica era somada ao pavor do fim do velho ano e do ainda não nascimento do novo ano – o véu ficaria assim muito tênue. As portas dos montes de Sidh seriam abertas e nesse dia nem seres humanos nem fadas precisariam de senhas para ir e vir. Nessa noite também o espirito dos amigos mortos procurava o calor de Samhain e a companhia de seus parentes vivos, era a Féile na Marbh (festa dos mortos). Essa noite era também a Féile Moingfhinne (a festa daquela de cabelos brancos) a deusa da neve, deusa anciã.
  Antigamente na Irlanda todos os anos um novo fogo sagrado era aceso, com o qual se acendiam todos os demais fogos do vilarejo para queimar durante todo o inverno, com o objetivo de levar luz através do tempo escuro do ano. Os celtas praticavam rituais de purificação, queimando simbolicamente, nas fogueiras ou no caldeirão, todas as suas frustrações e as ansiedades do ano anterior. Deste modo, Samhain era, por um lado, um tempo de propiciação, adivinhação e comunhão com os mortos e, por outro, uma festa desinibida em que se comia e se bebia e a afirmação da vida e da fertilidade à própria face da escuridão.
 É tempo de esquecer as coisas antigas que não fazem sentindo em ser guardadas, preparar-se para o novo. Homenagear os antepassados também é uma tradição, conte histórias as crianças dos seus antepassados, como forma de honrar e perpetuar sua existência, também é comum acender velas para reverenciar os entes queridos que já se foram e oferecer aquele calor como guia de volta após a noite de Samhain. Também é hora de fazer resoluções para o ano que irá começar


Sabbath de Agosto: Imbolc - A Promessa da Primavera...



Imbolc, também conhecido como Imbolg, Oímealg, Oimelc ou Candlemas é realizado entre o solstício de inverno e o equinócio de primavera que no Brasil se dá em 1º de agosto. Esse festival de origem celta é um festival agrícola do fogo, porém sua ênfase está mais sobre a luz do que sob o calor, pois uma pequena centelha de luz começa lentamente a romper a escuridão do inverno nos levando lentamente a alegria primaveril.

  O significado desse festival pode ser tirado de seu próprio nome, literalmente. Oímealg ou Oimelc significa o período de lactação das cabras, ovelhas e vacas, o que para o povo antigo era um sinal abençoado de que o inverno estava findando e a primavera se aproximava. Já Imbolg ou Imbolc significa no ventre, o que faz uma correlação com a gestação da terra, uma avivamento do ano, os primeiros estímulos da primavera no útero da mãe terra. Portanto esse festival tem como objetivo comemorar o fim do inverno e o despertar da vida na primavera.

  Imbolc também é um festival dedicado a uma deusa, Brigid (Brigida, Brigit ou ainda Brighid) a deusa do fogo, da cura, da poesia, da fertilidade, das artes e das fontes sagradas que é homenageada como “a noiva do sol”. As lendas celtas descrevem-na como a Deusa em sua apresentação de Donzela tocando, com seu Bastão Mágico, a terra congelada pelo Cajado da Anciã, despertando-a para a vida e aumentando a luz do dia.

  Esse é um festival marcado pelas transformações energéticas e assim como a mãe terra temos de acompanhar essa mudança, então é um momento propicio para se fazer planos e projetos felizes para o futuro, promover uma verdadeira renovação espiritual e material na sua vida, porque esse é o intuito de Brigid: espalhar alegria e iluminar nossos caminhos!
Comemoração Solitária:

Decoração:
Como esse é um festival que estimula transformações, a manhã de Imbolg é ideal para que você realize uma faxina em casa (a tradicional faxina da primavera) se livre de tudo que você não usa ou não quer, lembrando sempre de doar aquilo quer for possível, limpe bem a casa para receber as bênçãos da deusa que se aproxima, ao término da faxina acenda um incenso de sândalo, cravo ou canela para purificar espiritualmente a casa para as bênçãos da deusa. Também é uma tradição fazer uma cruz de junco ou palha que é chamada de cruz de Brigit, essa cruz deve ser feita e colocada na entrada da sua casa ou na entrada da cozinha para que se dê as boas vindas as bênçãos da deusa. Não é muito fácil de fazer, mas também não é difícil.

Sabbath de Setembro: Ostara - O Equinócio de Primavera...


  O equinócio de primavera celebrado religiosamente pelos pagãos com o nome de Ostara, Equinócio Vernal, Festival das árvores, Alban Eilir e Rito de Eostre, é o rito de fertilidade que celebra o inicio da primavera, o despertar da mãe terra. Os dias e as noites passam a ser iguais – tempo de equilíbrio, a deusa fértil e jovem se apaixona pelo deus jovem e viril inundando a terra e as nossas vidas de fertilidade.

  Na "Roda do Ano" Ostara é o oposto de Mabon, marcando o despertar da Natureza, as Sementes a serem plantadas e sua futura germinação, é a plena renovação da vida, nossas esperanças e promessas que guardamos do Yule se realizam.

   É o Sabbath das realizações, renovações, regeneração e realização dos  sonhos. Ostara recebe esse nome de uma Deusa Saxã da Primavera Oster, mas é um sabbath dedicado a todas as divindades da fertilidade e da juventude. Em algumas tradições esse sabbath marca a volta de Perséfone do mundo subterrâneo e a Alegria de sua Mãe Deméter ao recebê-la, a Terra florescendo de Alegria por sua volta.

  Em 2012 Ostara será comemorado no dia 22 de setembro, data do inicio do equinócio da primavera (em alguns anos o equinócio pode acontecer dia 21 de setembro). Costuma-se comemorar esse sabbath ao amanhecer, muitos bruxos acendem fogueira e dançam ao redor dela dando boas vindas a primavera. Como nem sempre é funcional fazer uma fogueira se você não tem espaço livre e seguro para tal dê as boas vindas a primavera de outras maneiras! Se você está pensando em começar um pequeno jardim ou uma pequena horta mágica esse é o dia ideal para fazer o plantio, ao amanhecer plante seu jardim e se já tiver um em caso evoque as bênçãos da deusa da fertilidade sobre ele. É um dia também para que você busque compreender o que na sua vida não está em equilibrio, quais problemas você vem enfrentando e por que isso está acontecendo, faça uma meditação sobre esses assuntos e pense o que falta para que você atinja o equilibrio nesse momento.
Celebração do bruxo solitário:
Decoração: Decore sua casa e seu altar com flores frescas (de preferência colhidas no amanhecer do equinócio), dê preferência às flores coloridas deixando a casa mais alegre e festiva, no altar dê preferência as flores brancas assim como você também pode fazer a grinalda para usar no ritual. A grinalda da Ostara nada mais é do que uma coroa de flores como a demonstrada abaixo, você pode soltar sua imaginação para fazer uma coroa bonita e significativa. As flores mais usadas são aquelas de cores claras não esqueçam, porque está representando um aspecto muito juvenil e puro da deusa.

Sabbath de Junho: Yule - O Solstício de Inverno...



Yule, que segundo historiadores provém do escandinavo Iul e significa roda, marca a morte e o renascimento do Deus Sol;
marca também o fim do ano minguante e o começo do ano crescente (alegoricamente a derrota do Rei Azevinho, deus do ano
minguante, pelo Rei Carvalho, Deus do ano crescente.)  A deusa era morte-em-vida no solstício de verão, agora ela exibe seu
aspecto vida-em-morte, pois embora nesta estação ela seja a “senhora da brancura”, a rainha da escuridão fria, ainda assim
este é o momento de dar à luz a criança da promessa, o filho-amante que irá fertiliza-la e trazer luz e calor de volta ao
seu reino.

  O solstício de inverno, comemorado este ano no dia 20 de junho, é celebrado a milhares de anos por diversas culturas
(também é impossível não ver suas ligações com o natal cristão, porém convém esclarecer que o natal é apenas uma versão
cristã desse festival solar pagão que já era comemorado milhares de anos antes de cristo, e como nas escrituras bíblicas
não consta a data de nascimento de cristo a igreja resolveu em 273 fixar seu aniversário alinhado com o solstício de
inverno, pois assim o assemelharia aos demais deuses solares como Mitra, sendo que demais símbolos do natal como Papai
Noel, árvore de natal, azevinho e etc são também retirados de cultos pagãos do Yule).

  Em Yule é tempo de regenaração, renascimento, é o tempo ideal para reencontrarmos nossas esperanças e rejuvenescer nossos
corações, tornarmo-nos puros como crianças, como a criança que acaba de nascer trazendo luz ao mundo.

Comemoração em coven:
  Geralmente os covens decoram todo os espaço com azevinhos, pinheiros enfeitados (uma árvore de natal) porque todas essas
árvores de folhas perenes e sempre verdes simbolizam a continuação da vida não importa o que aconteça. Também são colocados
sinos, especialmente nas janelas para que toquem com o vento, pois os sinos são símbolos femininos de fertilidade
(representam um útero) e anunciam também a chegada dos elementais e dos deuses durante o ritual. Flores e frutas da época
ornamentam o altar enquanto um grande banquete de sidras, pão, vinho quente, bolos e sopas é preparado sobre uma grande
mesa decorada.

  Durante o ritual geralmente é encenado o mito da roda do ano ou a coroação dos Reis Azevinho e carvalho, todas as luzes
do aposento devem ser desligadas para simbolizar a escuridão do inverno e vão sendo acesas aos poucos durante o rito. O
ritual começa com a encenação escolhida pelo coven, sempre guiada pelo Grão-sacerdote e a Grã-sacerdotisa. O grupo pode
optar por realizar algum ritual mágico durante o rito, mas a maioria prefere apenas celebrar, sendo assim depois da
encenação sagrada todos agradecem aos deuses e dão o tradicional pulo sobre o caldeirão em chamas agradecendo sua renovação
e partem para o banquete em honra ao nascimento do deus. Também é comum trocar presentes na noite deste solsticio, onde os
membros do coven se presenteam para honrar o renascimento de si mesmos junto com o deus. No dia seguinte as cinzas do fogo
do caldeirão devem ser jogadas nos jardins ou plantações para favorecer as colheitas.

A Roda do Ano...


O Sol, fonte primária de energia na Terra, rege as estações do ano e consequentemente os ciclos de vida dos animais e das plantas. As datas que marcam a mudança das estações são chamadas de solstícios e equinócios. Elas ocorrem em datas diferentes no Hemisfério Norte e no Hemisfério Sul.
Os Sabbaths se originaram de antigos festivais agrícolas celebrados pelos povos pagãos. Cada trecho do mito da Roda do Ano se refere a um momento específico desses ciclos sazonais, e marcam os oito festivais sagrados da Wicca. Nessas celebrações relembramos e vivenciamos os processos de nascimento, plenitude, morte e renascimento do Deus, que se reflete na natureza.
Desses oito festivais, quatro são chamados de Sabbaths Maiores e quatro de Sabbaths Menores. Os Sabbaths Maiores são comemorados em datas fixas, no período intermediário entre uma estação e outra. Os Sabbaths Menores são comemorados na data da entrada das estações, que é ligeiramente diferente a cada ano. São eles:

Yule – O Solstício de Inverno (20-23 de Dezembro no HN / 20-23 de Junho no HS)
O termo “Yule” provavelmente derivou da antiga expressão indo-européia “Yehwla”, que significa “Solstício de Inverno”, data em que os antigos pagãos celebravam o ano novo. Esta é a noite mais longa do ano e marca o início do ano liturgico na Wicca. No mito, a Deusa está plena em seu aspecto de Grande Mãe e dá à luz ao Deus, que representa o próprio sol, trazendo a esperança da luz. Este é o ápice da escuridão, mas também é o seu declínio, pois a partir de então, as noites vão começando a se encurtar.

Imbolc – A Época do Plantio (01 de Fevereiro no HN / 01 de Agosto no HS)
O termo Imbolc provavelmente derivou da expressão gaélica “i mbolg” que significa “dentro da barriga”, uma referência ao período de gravidez das ovelhas, quando os irlandeses celebravam o festival do leite e seus derivados. É a metade do inverno. No mito, a Deusa está amamentando o Deus já nascido, e este vai ficando pouco a pouco mais forte. A Terra começa seu lento despertar do inverno, podendo ser arada e semeada. É o prenúncio a primavera.

Ostara – O Equinócio de Primavera (20-23 de Março no HN / 20-23 de Setembro no HS)
O termo “Ostara” provavelmente se originou do nome da Deusa “Eostre” - a deusa germânica do Sol nascente, que era celebrada com a chegada da primavera. Neste momento, dia e noite têm a mesma duração. No mito, o Deus já está mais crescido, e a Deusa também está mais jovem. Ambos estão cheios de alegria e vigor, e quando eles se encontram, apaixonam-se. A natureza desperta e floresce, promovendo a fertilidade da terra. A partir de então, os dias vão ficar cada vez mais longos.

Beltaine – O Casamento Sagrado (1º de Maio no HN / 31 de Outubro no HS)
O termo “Beltaine” provavelmente se originou da palavra gaélica “belo-te(p)nia”, que significa fogo brilhante”, em alusão a um antigo festival irlandês de fertilidade, quando fogueiras eram acesas sobre as colinas em honra ao Deus Bellennos. É a metade da primavera. No mito, o Deus está viril e a Deusa plena em fertilidade. Eles se unem em amor e celebram seu Casamento Sagrado, quando Ela é fecundada por Ele. Essa alegre união abençoa a fertilidade da natureza, garantindo as boas colheitas. É o prenúncio do verão.

Litha – O Solstício de Verão (20-23 de Junho no HN / 20-23 de Dezembro no HS)
O termo “Litha” é uma palavra de origem germânica que provavelmente significa “Solstício de Verão”, época em que os antigos pagãos celebravam o clima que estava mais gentil. Este é o dia mais longo do ano. No mito, a Deusa e o Deus são coroados rei e rainha do verão, e a natureza está em sua plenitude. Ela já está grávida e o espírito do Deus já está permeando os grãos em desenvolvimento. As plantas, que crescem viçosas, estão absorvendo a energia Dele e o enfraquecendo. Este é o ápice da luz, mas também o seu declínio, pois a partir de então, os dias vão começar a se encurtar.

Lughnasadh – O Início das Colheitas (01 de Agosto no HN / 01 de Fevereiro no HS)
O termo “Lugnasadh” é uma expressão gaélica que significa “A promessa de Lugh”, uma alusão ao juramento que o Deus Lugh fez à sua mãe Taltiu, a Deusa da agricultura, de que todos os anos ela seria lembrada durante o festival das colheitas. É a metade do verão. No mito, o Deus já está velho e cansado, pois já fecundou a Deusa e transmitiu sua força à vegetação. Pelo fato de sua presença não ser mais necessária, Ele se entrega à morte, se sacrificado para alimentar a humanidade, assim como o trigo é ceifado para se fazer pão. Esta data marca o início das colheitas, quando os primeiros grãos são guardados para garantir as sementes do futuro plantio. É o prenúncio do outono.

Mabon – O Equinócio de Outono (20-23 de Setembro no HN / 20-23 de Março no HS)
O termo “Mabon” é o nome de um deus agrícola irlandês que significa “O Divino Filho”. Ele era honrado durante um festival que marcava o fim do período das colheitas. Neste momento, mais uma vez dia e noite têm a mesma duração. No mito, a Deusa continua amadurecendo em sua gestação e em sabedoria, enquanto que o Deus é apenas uma presença sutil, percebido na colheita das últimas espigas. São rendidas oferendas em ação de graças pelas boas colheitas. O Deus, que já está no submundo, é coroado Senhor da Morte e do Inverno. A partir de então, as noites vão ficar cada vez mais longas.

Samhain – O Dia dos Mortos (31 de Outubro no HN / 1º de Maio no HS)
O termo “Samhain” provavelmente se originou da palavra gaélica “samain”, que significa “assembléia”, uma alusão ao festival que marcava o fim da estação de troca de mercadorias, quando muitas tribos se reuniam. Esta data é a metade do outono e também marca o fim do ano velho. No mito, a Deusa, que agora está velha e entristecida, desce ao submundo em busca do Deus. Por Ela ser a detentora dos mistérios, começa a rejuvenescer o espírito do Deus em seu caldeirão da transformação, preparando-o para o seu renascimento vindouro. Nessa noite homenageamos os mortos queridos e nossos antepassados, pois o véu que separa os mundos está mais tênue, possibilitando que seus espíritos venham nos visitar. Agora a terra está seca e estéril, esfriando cada vez mais. É o prenúncio do inverno.

E mais uma vez, no próximo Yule, o ciclo se completa, quando o Deus renasce do útero da Grande Mãe, garantindo a continuidade da vida e trazendo novamente esperança ao mundo.

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